"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos" - Eleanor Roosevelt.



domingo, 17 de fevereiro de 2013

O RESPEITO AO MEIO AMBIENTE

é o caminho para a sustentabilidade

Entendendo a definição do que seja meio ambiente e analisando interpretações de alguns pensadores que consideram “o meio no qual estamos inseridos, sendo o conjunto de condições, leis, influências, alterações e interações de ordem física, química e biológica, onde as problemáticas são discutidas não apenas ao nível do individuo ou da “natureza”, incluímos a esse conceito a sociedade pelo fato de ser um conjunto de pessoas que interagem entre si constituindo uma comunidade.

Embora seja essa a definição que entendemos ser mais abrangente, podemos exemplificá-la trazendo de forma didaticamente esclarecedora esta afirmação acrescentando que:

1-O meio ambiente se inicia no bem estar físico, moral e social do indivíduo, o que significa saúde, segundo definição das Organizações das Nações Unidas, em que o indivíduo estando bem consigo mesmo, em perfeito equilíbrio e saudável para sua qualidade de vida, que chamamos de “ambiente interno”;

2-No convívio em seu lar com seus familiares, o relacionamento harmonioso com a família e os entes queridos, que chamamos de “ambiente familiar”;

3-Em seu trabalho, na interação com seus colegas, no respeito à hierarquia, no relacionamento interpessoal, que chamamos de “ambiente de trabalho”;

4-Nas relações sociais dos indivíduos em festas, reuniões e comemorações com amigos, que chamamos de “ambiente social”.

5-E para completar, as relações com as questões globais e demais seres vivos do ecossistema do planeta que o homem não tem conhecimento de todos que habitam a Terra, pois são os que constituem uma diversidade gigantesca que chamamos de biodiversidade, considerados como os “bens naturais”. 
Esses são os meios ambientes privilegiados que o ser humano se relaciona e preserva a favor de sua subsistência, ou seja, ele pratica esse exercício constantemente e sabe discernir o que é mais importante para o seu bem estar. Dentre esses bens, curiosamente “esse respeito” o ser humano deixa de cumprir com tarefas semelhantes perante os bens naturais como a água, ar, solo, a fauna e a flora, causando irreparáveis danos ao meio ambiente, mas que na maioria das vezes essa agressão é por uma questão de sobrevivência.

Mas na vida nem tudo deve ser visto de maneira egocêntrica, devemos pensar e agir nas ações que praticamos e o resultado que isso pode causar de danos a outrem, estabelecendo-se assim uma relação de respeito.
“Respeito” - palavra difícil de ser entendida. Todos, invariavelmente rogam-se no direito de exigir. Ninguém se acha no dever de prestar. O respeito nasce através da consciência que o próprio homem adquire em sua evolução.
O respeito advém do reconhecimento do valor da vida, daquilo que nos cerca, da própria criação. O respeito é um dever, mas não do homem com o seu semelhante, mas do homem consigo mesmo, mostrando o evoluir do espírito que descobre a importância e o significado de tudo o que existe neste Planeta.
“Respeitar é ter o seu próprio espaço reconhecido por todos, construído com atitudes que revelem o amadurecimento interno do indivíduo, mas é também aceitar o espaço alheio, observando e compreendendo as diferenças”. (pt.shvoong.com › Artes & Humanidades, publicado em 02/2006). 

“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante”. (Albert Schweitzer).

São essas definições que irão proporcionar uma mudança nas ações do ser humano em relação à utilização dos recursos naturais, quando entenderem que eles mesmos são parte do meio e, portanto devem preservá-lo para garantir a sustentabilidade e a sobrevivência da espécie.
Nota-se que cresce o interesse e a curiosidade de pessoas de todas as idades em relação ao meio ambiente. E citando um colega que um dia comentou.  Uma criança certa vez disse: "o meio ambiente passa pelo meio da minha casa.
É uma manifestação do entendimento e da sensibilidade das novas gerações em relação aquilo que à cerca.
O conhecimento da legislação é fundamental, pois a cidadania deve ser exercida de forma plena e consciente  devem ser destacados os direitos e deveres para que o homem viva em equilíbrio com a natureza e seus semelhantes, mencionando o artigo 255 da Constituição Federal de 1988 que acolheu capítulo específico por sua importância. “Bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. (BRASIL. Constituição, Artigo 225 apud ABSY, 2005).
Considerando que devemos respeitar os bens ambientais por se tratar de um bem que pertence a todos nós, como a interpretação jurídica assim o definiu, como sendo o “Bem ambiental” “É todo e qualquer bem essencial à sadia qualidade de vida e de uso comum do povo” e quanto a sua natureza jurídica é “Difusa” por se tratar de um bem de “uso comum do povo” (art.81 do CDC), São trans-individuais, porque ultrapassam a esfera de atuação dos indivíduos isoladamente considerados. Uso comum do povo, conseqüentemente direito de todos. Tem como titularidade, pessoas indeterminadas, da coletividade e do Poder Público.
Um dos exemplos mais simples sobre bem difuso é o próprio meio ambiente. A sua proteção tem por objetivo regular a relação entre os seres humanos e a interação destes com o meio em que vivem como citamos anteriormente, buscando, assim, o bem estar social da coletividade. “O meio ambiente é, devido a sua incontestável importância, um bem de natureza irrenunciável, imprescritível, indivisível e indisponível erga omnes. É um bem do qual nem mesmo o Estado é titular.
A indivisibilidade é a primeira característica do objeto do bem difuso. Em relação ao meio ambiente, pela própria natureza do direito questionado, a indivisibilidade há de ser essencial. A todos pertence, mas ninguém em específico o possui.
Mauro Cappelletti, em um simples, porém ilustre pensamento, pergunta: “De quem é o ar que respiro?” A reposta é desnecessária. De quem pode ser todo o ar, a água, a fauna, a flora, o patrimônio histórico, a arte, dentre outros frutos do meio ambiente de uma nação? Tem o Estado, investido de todo o seu poder, o direito de renunciar, alienar, ou dispor do bem denominado meio ambiente?
Os bens difusos são, também, irrenunciáveis, ou seja, não os podemos perder voluntariamente nem abrir mão do direito de tê-los preservados ao nosso redor. Não se pode renunciar ao ar, à água, à terra até porque são condições vitais de nossa existência”. (Paula Prux).
Essas são as razões para se refletir sobre um maior nível de consciência da coletividade para a preservação dos bens naturais, para que se permita a sustentabilidade como forma de reposição gradual dos impactos e danos causados a natureza, e na busca de um ambiente melhor e saudável para nossa sobrevivência e que possa garantir o bem estar das gerações futuras.
Entendemos que tanto a atividade econômica como natureza, estão em constante movimento, e o que se busca é a inclusão da qualidade de vida do homem, que agregado ao desenvolvimento e a preservação se constituem no ecodesenvolvimento que tão desejado para o planeta como para a sociedade.
E ressaltando, que a sustentabilidade é um projeto de conscientização da sociedade e dos empreendimentos que já vem aportando recursos nessa disseminação e que pretende colher os resultado em pequeno espaço de tempo.

por Edgard José Laborde Gomes
Consultor Ambiental e Assessor Diretoria ABIEPS
Pós-graduado em Direito Ambiental

sábado, 9 de fevereiro de 2013

RECONSTRUINDO O MEIO AMBIENTE COM AMOR


Outra Personalidade de Parelheiros 
Maria José Kunikawa (Tomi)
Fonte texto e foto: Guia Turístico “ecoturismo e agroecologia no extremo sul de São Paulo”

Conhecida como Tomi, nasceu na ilha do Bororé e se rendeu aos encantos da terra desde menina. Foi à cidade estudar e se graduou em administração Hospitalar. Mais tarde voltou ao seu lugar de origem para se tornar agricultora. Acredita que a troca de informações sobre práticas de manejo agroecológico entre os agricultores da região de Parelheiros é fundamental para o aprimoramento do seu trabalho. Em sua propriedade, há um clima agradável, inspirado pelo belo jardim e pelo paisagismo de seu avô. Há também um ninhário de de garças, que podem ser observadas no verão. Tomi convida turistas a “constatarem em Parelheiros, aquilo que estão lendo, aquilo que está sendo divulgado na mídia”, sobre agroecologia e preservação ambiental.

Reconstruindo o Meio Ambiente com Amor

A busca de um desenvolvimento sustentável, que tenha como objetivo central a qualidade de vida, sem, no entanto deixar de utilizar tecnologias modernas, é um desafio para os países em desenvolvimento, como o Brasil, que precisam produzir para aumentar e garantir o crescimento econômico, reduzir a pobreza e manter seu ambiente da melhor forma possível.
As florestas naturais, embora renováveis, têm uma capacidade limitada de satisfação das necessidades humanas e, se super exploradas, podem ser levadas a um ponto de degradação irreversível. Em várias regiões essa situação já ocorreu, ocasionando inclusive bolsões de desertificação, em outras, a situação é gravíssima.
“Há hoje uma flagrante disparidade entre o desenvolvimento do poder intelectual, o conhecimento científico e a qualidade tecnológica, por um lado, e a sabedoria, a espiritualidade e a ética, por outro” (Rebouças, 1989). Isto mostra que a sociedade vem ignorando, até mesmo menosprezando, as relações ecológicas diárias entre ela e a natureza, dando margem ao surgimento de uma catástrofe ambiental que poderá explodir num futuro não muito distante
A busca de um desenvolvimento sustentável, que tenha como objetivo central a qualidade de vida, sem, no entanto deixar de utilizar tecnologias modernas, é um desafio para os países em desenvolvimento, como o Brasil, que precisam produzir para aumentar e garantir o crescimento econômico, reduzir a pobreza e manter seu ambiente da melhor forma possível.
Para o desenvolvimento desse novo paradigma há necessidade de que a educação e a cidadania sejam os principais caminhos a serem seguidos pela sociedade. Refletir e agir holisticamente passam a ser pontos cruciais para a nossa espécie. Para tanto, o ensino, a ciência e a tecnologia não podem se desvincular dos aspectos ambientais e sociais. É preciso resgatar o ser humano como parte essencial da natureza. A cada dia, crianças em idades cada vez mais tenras se desvinculam da natureza em função da urbanização acelerada devido às transformações na forma de produção e dos mecanismos de atração das grandes cidades e metrópoles.
As ferramentas e estratégias de educação ambiental passam a ter extrema importância para o resgate deste vínculo.
Geralmente, o educador ambiental defende isoladamente o elemento natural com o qual trabalha (água, solo, ar, flora, fauna e ser humano), esquecendo-se não só de inserir-se como parte integrante do meio ambiente, como também de fazer as interrelações entre estes elementos.
Muitas vezes, a educação ambiental é realizada de maneira muito formal, fazendo da cabeça das pessoas um mero depósito de informações, acreditando que o simples contato com a nova informação desencadeia um processo interno de assimilação, processamento e aplicação prática de idéias, deixando de inserir o ser humano no ambiente.
O conhecimento tem sido repassado sem considerar a essência humana. Encarar o ser humano, unicamente, como predador, culpando-o pela degradação ambiental, não abre portas para uma mudança de comportamento. É preciso alcançá-lo em sua plenitude, transformando-o em um reconstrutor da natureza, transmitindo e relacionando os conteúdos ambientais às necessidades e aspirações dos seres humanos.
As informações técnicas aplicadas de forma isolada, desconectadas da realidade, desestimulam as pessoas a aplicarem o que aprenderam, o que não ocorre quando essas informações são associadas às suas emoções.
Até agora estivemos andando na contramão, procurando salvar a natureza através do homem, esquecendo que só conseguiremos isto resgatando o homem através da natureza. O ensino que causa impacto é o que passa de um coração para o outro. Isto engloba a totalidade do ser, intelecto, emoção e vontade.
Desta forma, é preciso atuar na educação ambiental com praticidade, simplicidade, naturalidade e, sobretudo, com amor.
 Marcos Rachwal Rachel Gueller Souza

domingo, 27 de janeiro de 2013

A ECOLOGIA E O TRACAJÁ


Mais duas personalidades de Parelheiros
Valéria Maria Macoratti e
Vânia dos Santos
Elas passaram a se dedicar à agricultura pelo amor à terra e às plantas. Antes de se iniciarem no plantio, trabalhavam com a comercialização de produtos convencionais mas, a partir do momento em que entraram em contato com a produção ecológica, deixaram de vender produtos com veneno e passaram a cultivar produtos orgânicos e biodinâmicos. Na pequena propriedade mantêm um pomar e grande diversidade de hortaliças. Têm ainda uma cisterna, filtro de águas cinzas e estufa para a produção de mudas. Cuidam de cerca de 50 (cinquenta) cachorros que foram abandonados.

Fonte do texto e foto: “Guia Turístico – “ecoturismo e agroecologia no extremo sul de São Paulo”

A Ecologia e o Tracajá
Fonte:http://ambientes.ambientebrasil.com.br
Navegando em uma remota região de um país que sonhava crescer, a Ecologia sentia o drama de viver a destruição de imensas florestas tropicais, pela fúria do fogo e a incapacidade humana.
Seguindo há vários dias entre rios, paranás e igarapés, a fauna e flora local, somando-se à tranquilidade de águas negras e límpidas, como a própria expressão da vida natural, a Ecologia tinha certeza que suas verdades seriam inquestionáveis pela simples razão de existirem.
Ao parar no fim de mais um dia, em um tranquilo braço de rio, brilhando ainda sob a última luz do sol poente, a Ecologia resolveu ir até uma pequena casa que se avistava ao longe, à primeira vista em muitos dias.
Desembarcando, observou as paredes de toro encostados, cobertos pela palha característica da região, e chegou próxima ao jovem morador, que preparava sua primeira refeição do dia, após o árduo trabalho entre seringueiras e castanheiras.
Observando melhor a panela de barro do jantar, viu que o jovem preparava um tracajá, - tartaruga típica do local - e que se encontrava em perigo de extinção pelo seu abate indiscriminado.
Indignada, mas sábia, a Ecologia perguntou ao jovem:
- Você sabe o que está comendo?
- Sim, um tracajá. Respondeu o morador.
Tentando encontrar um melhor caminho para resolver a questão, a Ecologia falou:
- Olhe, o tracajá é um animal protegido, inclusive o governo gasta muito dinheiro para criar e conservar a espécie. Além disso, a lei determina que você pode ser preso por crime.
Mas, pela lógica de que o processo deve evoluir, completou:
- Não vou lhe prender. Prefiro que você seja educado e entenda que se você comer este tracajá no futuro, seus filhos não vão mais ver tracajás nos rios.
E o jovem confuso respondeu:
- Mas, eu não entendo; se eu não comer o tracajá vou morrer de fome e não vou ter filhos!!!

domingo, 20 de janeiro de 2013

TODA A ÁGUA DA TERRA.

Mais Uma Personalida de Parelheiros
Gente que faz a diferença:
Fonte:do texto e foto:
Guia turístico - "ecoturismo e agroecologia no extremo sul de São Paulo"

Angelina Helfstein Fidêncio
É pioneira da produção de húmus de minhoca. Faz suas próprios mudas de hortaliças em bandejas, e também plantas “suculentas” e  flores diversas, em vasos. Proprietária do Sítio Dourado, está comprometida com as práticas agroecológicas.



Comparação do volume de água existente, em relação ao tamanho do nosso Planeta.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) criou esta visualização incrível: uma imagem que dá uma ideia perfeita de como há pouca água no planeta Terra, comparado aos materiais sólidos que formam seu volume. 
A imagem mostra o tamanho de uma esfera que conteria toda a água da Terra, em comparação com o tamanho do planeta. Repare que estamos falando de volume, não de superfície: cerca de 70% da superfície terrestre está coberta por água, mas o volume de água em relação ao volume da Terra é irrisório. 


A esfera azul em cima dos EUA tem um diâmetro de aproximadamente 1.385 km, com um volume de 1.386.000.000 km³. A esfera inclui toda a água dos oceanos, mares, geleiras, lagos e rios, além das águas subterrâneas, água atmosférica (no ar), e até mesmo a água dentro de você, do seu animal de estimação e dos tomates na sua geladeira. 

Eis alguns números do USGS: 

- O volume de toda a água seria de aproximadamente 1,386 bilhão de quilômetros cúbicos (km³). Um quilômetro cúbico de água equivale a cerca de um trilhão de litros d’água. 



- Cerca de 12.900 km³ de água, a maior parte na forma de vapor d’água, está na atmosfera. Se toda ela precipitasse de uma vez, a Terra seria coberta por apenas 2,5 cm de água. 

- A cada dia, 1.170 km³ de água evapora ou transpira para a atmosfera. 

- Se toda a água do mundo fosse jorrada nos EUA, ela cobriria o território com uma profundidade de 145 km. 

- Da água doce na Terra, muito mais fica no subterrâneo que em lagos e rios. Mais de 8.400.000 km³ de água doce estão armazenados na Terra, a maior parte a até 800 m da superfície. Mas se você realmente quer encontrar água doce, a maior parte está armazenada nos 29.200.000 km³ de geleiras e calotas de gelo, principalmente nas regiões polares e na Groenlândia. 

E esta é a quantidade de água doce, comparada ao volume da Terra e à quantidade total de água: 

E o volume de água doce potável é ainda menor, 
então não consuma água desnecessariamente.

domingo, 6 de janeiro de 2013

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE COMPOSTAGEM

Compostagem são técnicas de tratamento dos resíduos sólidos orgânicos. É um processo natural de decomposição dos resíduos orgânicos (folhas, grama, vegetais, frutas, etc.) em partes menores, produzindo o húmus.
Através da respiração aeróbica, os microorganismos conseguem decompor o material e para isso necessitam do oxigênio presente no ar. A água é um importante fator para estes microorganismos viverem e se proliferarem. Ainda no processo da respiração, estes microorganismos expelem dióxido de carbono e calor. Este processo é conhecido como compostagem aeróbica.

Húmus é um componente orgânico, resultante da decomposição microbiana de resíduos de animais e plantas. Com aspecto macio acastanhado, essa substância amorfa traz muitos benefícios ao solo, tais como:
  • Melhora muito as propriedades físicas do solo.
  • Promove a liberação de nutrientes lentamente, tornando a adubação mais eficaz e duradoura.
  • Contribui para o aumento da capacidade de tamponamento do solo.
  • Retém a umidade do solo por mais tempo.
  • Funciona como reservatório fixo de nitrogênio, que é fundamental para manter a fertilidade do solo.
  • Impede a compactação de solos argilosos e promove a agregação de solos arenosos.
  • O húmus diluído na água funciona como um adubo foliar suave além de contribuir na prevenção de várias pragas agrícolas.

O processo de formação do húmus, denominado humificação, pode ser natural (produzida por fungos e bactérias) ou artificial (induzida através da adição de produtos químicos e água em solo pouco produtivo).
O húmus é composto por frações de ácido húmico, ácido fúlvico e humina.

Humina: É o maior componente das substâncias húmicas do solo. É uma fração insolúvel em meio ácido e alcalino que representa maior peso molecular. A humina é considerada o produto final do processo de humificação.

Ácido Húmico: É uma fração solúvel em meio alcalino e insolúvel em meio ácido. São muito complexos quimicamente e muito importantes em vários processos, como no processo de intemperismo.

Ácido Fúlvico: É uma fração das substâncias húmicas de menor peso molecular. Em meio alcalino ou ácido são solúveis.

Utilização do Húmus

Por ser um fertilizante natural e contribuir para um crescimento rápido e vigoroso das plantas, o húmus é muito utilizado em plantios comerciais e cultivos domésticos.
Pode ser utilizado sob variadas formas, como:

1 - Para encher tabuleiros e vasos de germinação, o húmus pode ser utilizado unicamente ou também misturado com areia ou turfa.

2 - Pode-se espalhar o húmus no solo em cima de plantas, árvores e arbustos.

3 - Pode-se diluir em água para rega ou pulverização.
Sendo um poderoso fertilizante e contendo um PH neutro, o húmus, não causa nenhuma reação maléfica como envenenamento, queimaduras ou apodrecimento de plantas.





No processo de compostagem anaeróbica, os 

microrganismos conseguem decompor a matéria 

sem a presença de oxigênio. Esta compostagem é 

mais demorada, ocorre em baixas temperaturas 

e exala odores fortes.
Vermicompostagem

Vermicompostagem é o nome do processo de produção de húmus ou vermicomposto por meio de utilização das minhocas. Esses anelídeos pertencentes à classe Oligoqueto decompõem resíduos orgânicos como restos de cozinha, estrumes, resíduos de jardim, entre outros.
As minhocas digerem estas substâncias que são excretadas sob a forma de húmus ou vermicomposto, que é um rico fertilizante, inodoro, contendo micronutrientes (ferro, zinco, cloro, boromolibdênio, cobre) e macronutrientes (nitrogêniofósforopotássio

domingo, 30 de dezembro de 2012

ONDA VERDE

Outras Personalidades de Parelheiros. 
Gente que faz: 
Cida e Osvaldo Oshi
 Fonte do texto e foto: Guia Turístico “ecoturismo e agroecologia no extremo sul de São Paulo”.

  
Vivem em uma propriedade próxima ao Parque  Estadual da Serra do mar. O pai de Osvaldo chegou à região de Parelheiros em meados da década de 1950, dedicando-se ao plantio de hortaliças. A partir de 1960, iniciou uma plantação de caqui. No tempo dele já se ouvia falar em cultivo orgânico, “essa terra, quando ficar pobre, não vai dar mais nada” diziam. Há aproximadamente 10 anos, o Sr. Osvaldo não usa agrotóxicos. Sua terra é fértil e abriga uma vasta produção de suculentas caquis.





ONDA VERDE

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:

A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:
No meu tempo não havia essa onda verde.

O empregado respondeu:
Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. 


Você está certo - responde a idosa senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupávamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente. Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio para todos casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a desaparecer. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina ou a eletricidade apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava se ir a uma academia e usar esteira que também funciona a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar outra. Para se barbear, os homens usavam navalha, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, não tivemos uma onda verde naquela época. As pessoas tomavam o bonde ou ônibus e as crianças iam para a escola em suas bicicletas ou a pé, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos somente uma tomada elétrica em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. 

Então, porque a atual geração que fala tanto em meio ambiente, não quer abrir mão de nada e não pensa em viver, somente um pouquinho, como na minha época?

É minha gente........anos bem vividos.....

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

FOTO QUE FALA


Não poderia deixar de compartilhar essa foto com vocês porque perguntei a várias pessoas o que ela quer dizer. As respostas foram:

Solidariedade.
Compaixão.
Simplicidade.
Maternidade. 
Humildade.
Pobreza extrema.
Desigualdade Social.
 
 e principalmente

A Harmonia que deve existir entre o Ser Humano e a Natureza.
Obrigada Desconhecida, pela lição que você está nos Transmitindo.
Ritta Dantas