"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos" - Eleanor Roosevelt.



domingo, 4 de abril de 2010

COMO É CONSUMIDA A ÁGUA?

"A rã não bebe toda a água do tanque onde mora" - Provérbio indígena norte-americano.

Existe diferentes cálculos sobre a quantidade diária de água que um ser humano necessita para viver adequadamente. Alguns levam em consideração apenas o imprescindível para matar a sede, cozinhar e tomar banho; outros incluem o necessário para a limpeza de roupas e espaços.
Esses cálculos variam de 25 litros a 50 litros diários, o que indicam volumes de 9.125 litros a 18.250 litros por pessoa ao ano.

Ocorre que o volume de reserva de água doce por pessoa vem diminuindo com o A realidade, entretanto, exige mais água: para cultivar uma horta, para o trato de animais domésticos, para o cuidado especial de doentes, para a limpeza pública e de locais de trabalho... E o desenvolvimento tecnológico cria novas necessidades, como as máquinas de lavar roupas e louças ou os automóveis. A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) classificou os países em cinco categorias. Para isso levou em consideração o volume de água renovável dividido pelo tamanho da população, começando por um mínimo de 1 milhão de litros para cada uma.

Na categoria escassez, estão os países nos quais há menos de 1 milhão de litros por pessoa anualmente — são os que se encontram em pior situação. Na categoria “água no limite” estão os países que possuem entre 1 milhão e 1,7 milhão de litros por pessoa ao ano.

O Brasil está no melhor grupo, com mais de 10 milhões de litros de água doce disponível por habitante anualmente, mas as maiores reservas estão no norte, longe das grandes cidades.

Atualmente, entre os 6 bilhões de habitantes do mundo, 500 milhões já vivem no pior grupo, em países do norte da África (como o Egito, a Líbia e a Argélia) e na Península Arábica (como a Arábia Saudita, a Síria e a Jordânia).

A Índia, com cerca de 1 bilhão de habitantes, está no grupo de “água no limite”, e a China, com mais de 1 bilhão, no grupo de “água insuficiente”.

A ONU calcula que, no ano 2050, o mundo terá uma população de 8,9 bilhões de pessoas, das quais 4 bilhões viverão em países com escassez crônica de água, o pior grupo. Nesses países, a escassez de água poderá provocar problemas graves na saúde pública e inviabilizar o crescimento da economia e a geração de empregos.

Para conseguir abastecer-se de água, os países que sofrem com a escassez utilizam diferentes métodos: o transporte por caminhões, por navios tanques e também em gigantescos sacos plásticos arrastados por navios.

O consumo de água no planeta é que ditará as políticas de gerenciamento da água.

O consumo de água per capita varia de país para país e de lugar para lugar.
O principal uso de água é, sem dúvida nenhuma, na agricultura. As águas públicas, que precisam tratamento e transporte têm uma distribuição diferente. Aproximadamente 60% desta água serão usadas para fins domésticos, 15% para fins comerciais e 13% em indústrias. O restante para fins públicos e outras necessidades.

No Brasil o consumo de água per capita multiplicou-se por mais de dez ao longo do século 20. Mesmo assim existem milhões de cidadãos sem acesso a água de qualidade. Da mesma forma milhões de casas não têm rede de esgotos.

É necessário um investimento significativo, por parte das autoridades, neste setor. Se este investimento não for efetuado, em pouco tempo teremos o caos social derivado pela falta d'água. Neste caso o grande culpado será, mais uma vez, a falta de previsão e de investimentos do setor público e não o cidadão.


Já, nos outros países onde além do problema de gerenciamento existe a falta de reservas de água o problema poderá ser realmente gravíssimo, no futuro próximo.

A tecnologia mais promissora é a dessalinização da água dos mares e lagos salgados, que pode ser feita por meio da filtragem ou da destilação da água em usinas. De 1980 ao ano 2000, o preço do metro cúbico de água do mar dessalinizada diminuiu de 5,50 dólares para 55 centavos de dólar, e este parece ser o método que será o mais adotado.

Outras soluções são as coberturas de encostas e áreas com plásticos para a captação de orvalho e chuva e seu armazenamento em cisternas, além do tratamento da água usada para ser reutilizada, a chamada água de reúso.

A ÁGUA NO BRASIL

O nosso país, conforme observamos é privilegiado. Temos gigantescas reservas de água praticamente em todos os Estados com exceção dos situados no semi-árido do Nordeste.
Isso não é nenhuma novidade!

O que a maioria não sabe é que existem reservas simplesmente gigantescas, maiores ainda que aquelas contidas nos rios e lagos de superfície. São as reservas dos aquíferos subterrâneos. O Brasil detém 11,6% da água doce superficial do mundo. Os 70% da água disponível para uso estão localizadas na Região Amazônica, que representa apenas 7% da população do País. Enquanto que os 30% restantes distribuem-se desigualmente pelo País, para atender os 93% restantes. Estima-se que 51% do abastecimento de água no Brasil são feitos por captações subterrâneas através de 200.000 poços tubulares e mais de 1 milhão de poços/cacimbas. A ausência de controle sobre as diversas atividades do homem (práticas domésticas, agrícola e comercial) modificadoras dos mecanismos de reposição natural da água, principalmente dos recursos hídricos subterrâneos, denotam a importância da regulamentação e controle sobre os nossos recursos.

No Brasil, 92,7% das residências têm rede da água potável segundo dados do Ministério das Cidades. "Mas no nordeste o sistema de abastecimento não consegue garantir água todo dia", diz o diretor da Agência Nacional de Águas, Benedito Braga. No que diz respeito à rede de esgoto, a situação é oposta. Apenas 37,7% dos domicílios estão ligados à rede de coleta. O resto é lançado nos rios e no mar. É essa poluição - somada aos dejetos industriais - que está na base da crise da água.

Atualmente, estima-se que haja 120 mil km³ de água contaminada no mundo - uma quantidade maior do que o total existente nas dez maiores bacias hidrográficas do planeta. Se o ritmo de contaminação não se alterar, o número pode chegar aos 180 mil km³ em 2050. Segundo a ONU, um litro de água com dejetos, contamina oito litros de água pura. "De todas as crises sociais e naturais que os seres humanos devem enfrentar, a dos recursos hídricos é a que mais afeta a nossa própria sobrevivência e a do planeta", afirma o diretor geral da Unesco, Koichiro Matsuura.


A grande reserva Brasileira de água: os aquíferos subterrâneos (lençóis freáticos)

Lembre-se que no ciclo hidrológico, uma parte da água superficial penetra nas rochas permeáveis formando vastos lençóis freáticos também chamados de aquíferos.

O maior aqüífero conhecido do mundo, O AQÜÍFERO GUARANI, está localizado em rochas da Bacia Sedimentar do Paraná e ocupa uma área de mais de 1,2 milhões de km2. Este super-aquífero estende-se pelo Brasil, (Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com 840.000 Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina, (255.000 Km²).

Este aqüífero pode conter mais de 40 mil quilômetros cúbicos de água o que é superior a toda a água contida nos rios e lagos de todo o planeta. Somente este fato poderia significar que o abastecimento de água Brasileiro estaria garantido , sem reciclagem e reaproveitamento por milhares e milhares de anos...imagine então se fizermos uma reciclagem, tratamento e reaproveitamento eficientes...teremos água para todo o sempre.

Estima-se que por ano o Aquífero Guarani receba 160 quilômetros cúbicos de água adicional vindas da superfície. Este é um ponto que pode ser considerado um problema ou uma solução. Se estas águas superficiais estiverem contaminadas o aquífero será terrivelmente atingido.
A água do Guarani já abastece muitas comunidades nos Estados do Sul-Sudeste do País.

Reservatórios subterrâneos de água potável são conhecidos em todos os terrenos e regiões do Brasil. Mesmo no semi-árido do Nordeste existem gigantescos reservatórios. Somente um deles possui um volume de 18 trilhões de metros cúbicos de água disponível para o consumo humano, volume este suficiente para abastecer toda a atual população brasileira por um período de, no mínimo, 60 anos isso sem reciclagem ou reaproveitamento desta água.

O potencial de descoberta de novos aquíferos, inclusive maiores do que o próprio Guarani é muito grande. É só lembrar que 3/4 dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados da superfície Brasileira correspondem a Bacias Sedimentares como a do Paraná. Toda esta bacia contém unidades sedimentares porosas e permeáveis que podem formar excelentes aquíferos de dimensões continentais.

Em sondagens profundas (400m) na Bacia do Amazonas (PA) podemos constatar esta verdade. Intersectamos um gigantesco aqüífero com artesianismo que até hoje fornece água ininterrupta à comunidade da Transamazônica. Este reservatório, ainda não mapeado foi intersectado em poucos furos, distantes dezenas de quilômetros o que dá uma idéia de seu volume.

Mais interessante ainda é que os aquíferos tem uma água pura, sem poluentes ou contaminantes podendo ser utilizada diretamente para consumo. Em outras palavras uma água barata e pura que não necessita de tratamento.

Conclusão 2:
O Brasil tem, provavelmente, as maiores reservas de água do mundo. Estas reservas estão distribuídas em todo o Território Nacional. O mapeamento dos principais mananciais subterrâneos do Brasil deve ser uma prioridade. Mais ainda é fundamental que seja monitorada a qualidade da água que penetra nos aquíferos evitando, por intermédio de pesadas multas, a poluição e contaminação desta água o que pode comprometer um dos maiores bens do País.

Reservas alternativas de água

A única maneira de acabar com a água da Terra é acabando com o planeta.

A água está presente em praticamente todos os ambientes conhecidos. Na atmosfera, na superfície, nos aquíferos subterrâneos, nos seres vivos, nas emanações vulcânicas e também na maioria das rochas.

As rochas da crosta terrestre são ricas em minerais hidratados. Se alguém tiver interesse em calcular a quantidade de água encerrada na estrutura de minerais formadores de rocha verá que o volume é simplesmente imenso. É lógico que nas condições atuais essas reservas são apenas teóricas, já que o custo da extração desta água será muito elevado e anti-econômico. No entanto esta tecnologia poderá ser útil na conquista de planetas com pouca água como Marte.


Soluções mais óbvias que estão sendo ou serão praticadas em breve são:

Dessalinização: A dessalinização das águas do mar e de aquíferos subterrâneos (lençóis freáticos) com salinidade elevada será a solução para vários países que tenham o capital, a tecnologia e o acesso à água salgada. Infelizmente a água potável gerada por estas usinas ainda será um produto caro e, naturalmente inacessível a muitos.

Tratamento de águas servidas: No processo de gerenciamento de águas este é um ponto fundamental. Os países mais desenvolvidos estão investindo pesado nesse campo. No Brasil cidades como Brasília estão se destacando no tratamento e reaproveitamento dessas águas.

Captação das águas da chuva:
Em países com estações chuvosas é possível maximizar os reservatórios e estoques de água pelo uso inteligente da água de precipitação.
Por exemplo: somente a água que é precipitada na Grande S. Paulo durante os meses de janeiro a março é superior em volume a todo o consumo desta cidade em um ano. Este exemplo é válido para quase todos os locais onde existem estações chuvosas.

Conclusão final: A água da terra não está acabando. Na realidade a água da superfície terrestre pode estar aumentando pela adição de água vulcânica. O valor da água deverá aumentar consideravelmente pois existem países carentes que terão que utilizar tecnologias caras ou importar água de países ricos. O Brasil não deverá ter problema de falta de água se os governantes investirem adequadamente no gerenciamento, armazenagem, tratamento e distribuição das águas. Evitar a poluição das águas deve ser considerada a prioridade número um, dos Governantes.
Fonte: www.brasilescola.com/geografia

domingo, 28 de março de 2010

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

Art 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são: a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 2º da Declaração dos Direitos Humanos.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muitos limitados. Assim sendo a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico; precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consumo em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

É preciso evitar o desperdício, pois...
- Um sexto da população mundial, mais de 1.000.000.000 (um bilhão) de pessoas não têm acesso a água potável;
- 40 % dos habitantes do planeta 2.400.000 (dois milhões e quatrocentas mil) não têm acesso a serviços de saneamento básico;

- Cerca de 6.000 (seis mil) crianças morrem diariamente devido a doenças ligadas à água insalubre e a um saneamento e higiene deficientes;
- Segundo a ONU, até o ano de 2025, se os atuais padrões de consumo se mantiverem, duas em cada três pessoas no mundo vão sofrer escassez moderada ou grave de água
.

(Fonte: Revista Ecoturismo-março/2009)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PLANETA ÁGUA

Água que nasce na fonte serena do mundo,
e que abre o profundo grotão...
Água que faz inocente riacho
e daságua na corrente do ribeirão...

Águas escuras dos rios
que levam a fertilidade ao sertão...
Águas que caem das pedras,
no véu das cascatas, ronco de trovão,
e depois dormem tranquilas
no leito dos lagos, no leito dos lagos...

Água dos igarapés onde Iara,
mãe dágua,
é misteriosa canção...
Água que o sol evapora
pro céu, vai embora,
virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva,
Alegre arco-íris sobre a plantação...
Gotas de água da chuva ,
tão tristes, são lágrimas na inundação...
Águas que movem moinhos:
são as mesmas águas que encharcam o chão
e sempre voltam humildes
pro fundo da terra, pro fundo da terra...

Terra, planeta Água...
Por Guilherme Arantes

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ÁGUA!...ÁGUA!...

Em nosso país várias cidades estão sendo inundadas pelas águas das chuvas! Acredito que muitas pessoas estão culpando a Natureza por essa verdadeira calamidade que está ocorrendo. - Dizem que a Natureza é perfeita então por que ela está nos destruindo?
-Ah!... A culpa é toda desses políticos administradores que não fazem nada!...

Gente! Sejamos justos! A culpa é de todos nós! É verdade que as administrações de nossas cidades estão precisando ser seriamente revistas!... Nossos governantes precisam assumir seus compromissos com a população de forma mais responsável. Dizemos: o rio invadiu as pistas da marginal! Será? Observemos bem fotos antigas e atuais desse rio e veremos que as pistas da marginal, são as invasoras do espaço desse rio.

E nós? Será que estamos fazendo nossa parte? Estamos respeitando a órdem natural das coisas cuidando do Meio onde vivemos? Está havendo verdadeira falta de respeito para com a Natureza. Os que estão sentindo mais, essa falta de respeito, são as águas. Construindo-se casas à beira dos córregos, dos rios, das respresas, além de causar poluição pelos esgotos nelas lançados, o espaço que pertence a essas águas está sendo invadido. Por ocasião das grandes chuvas as águas querem seu espaço; então as casas,as pessoas e até os animais sofrem como consequencia. Como já tivemos oportunidade de comentar e vamos repetir sempre que necessário, esses espaços não estão sendo invadido somente por casinhas ou barracos; também pela impermeabilização total do solo com o assfalto. A engenharia criou galerias subterrâneas para o escoamento dessas águas com grades de proteção "bocas de lobos" em suas entradas; mas nada disso resolverá, se sobre o asfalto forem deixados objetos que poderão ser levados pelas águas das chuvas ficando pressos nas grades ocupando os espaços que a elas (as águas) pertencem causando graves inundações que invadem casas, lojas, escolas, etc. Acontece então o desrespeito mútuo: quando ocupamos o espaço das águas, elas invadem nosso espaço. Isso é fácil de se compreender!

Geralmente as pessoas culpam os Órgãos Públicos por essa situação; dizem que eles não fazem a limpeza das galerias, etc. Os departamentos públicos têm a obrigação, construir, de entregar prontas e perfeitas para uso e de conservar, as obras necessárias para o bem estar da população; mas a preservação, o cuidado é obrigação de cada um de nós como cidadãos conscientes.

A SABESP, em seu "Almanaque da Água" de 2008, diz:
"Ser cidadão é saber valer seus direitos. Como se chega lá? Pouco a pouco, passo a passo. Conhecendo seus direitos e cumprimdo seu dever de participar, para que esses direitos se transformem em realidade. Ajudando a promover o bem de todos ao cuidar do ambiente e da água, sem a qual não existe vida. Assumindo a responsabilidade por criar um futuro melhor, por fazer o seu destino. Diante da vida e do meio ambiente precisamos agir em conjunto, ter solidariedade, persistência, ética e espírito de justiça. Precisamos proteger a Natureza contra aqueles que só pensam em satisfazer os seus próprios desejos, mesmo que isso signifique destruir o que está à volta. Todos os dias, diante de cada escolha envolvendo o uso da água e de outros recursos naturais, pergunte-se: "estou decidindo a favor da promoção da qualidade de vida e da preservação ambiental?"

O mais importante é acreditar que nossas ações, por menores e mais humildes que pareçam, podem ajudar a construir um futuro generoso, de paz e água para todos. Para os que dizem que isso é impossível respondemos com Albert Einsteins: "Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário".

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

COSTA RICA- NATUREZA E EDUCAÇÃO

fazem da Costa Rica
o país com o povo mais feliz do mundo.

SAN JOSE, Costa Rica – Hmmm. Você acha que é coincidência? A Costa Rica é um dos poucos países que dissolveram seu Exército e talvez seja a nação mais feliz do planeta.

Existem muitas maneiras de medir a felicidade dos países, todas inexatas, mas essa pérola da América Central se sai impressionantemente bem em qualquer sistema usado. Por exemplo, o Banco de Dados Mundial sobre a Felicidade, compilado por um sociólogo holandês com base em pesquisas de institutos como o Gallup, coloca a Costa Rica no primeiro lugar entre 148 nações.
Golfo de Nicoya, na Costa Rica, durante entardecer.
Os costarriquenhos dão nota média de 8,5, em uma escala de 1 a 10, para sua felicidade. A Dinamarca vem em seguida com nota 8,3, os Estados Unidos ficam em vigésimo, com 7,4, e Togo e Tanzânia ficam em último, com 2,6.
Estudiosos também calculam a felicidade determinando “anos de vida felizes”. Esse
índice resulta da combinação da felicidade autorelatada, como na pesquisa acima, com a expectativa de vida. Usando este sistema, novamente a Costa Rica encabeça a lista. Os Estados Unidos ficam em décimo nono lugar e o Zimbábue em último.
Uma terceira abordagem é o “índice do planeta feliz” desenvolvido pela New Economics Foundation, um “think thank” liberal. Trata-se da combinação de felicidade com longevidade, ajustada ao impacto ambiental – como o carbono que os países emitem.
De novo, a Costa Rica sai vencedora, por atingir contentamento e longevidade de forma ambientalmente sustentável.
A República Dominicana fica em segundo lugar, os Estados Unidos em 114º (por causa de sua enorme “pegada” ecológica) e o Zimbábue em último.
Talvez o contentamento dos costarriquenhos tenha algo a ver com a chance de explorar lindas praias nos dois lados do país, ou admirar as preguiças na floresta (descobri que preguiças realmente são preguiçosas; são as tartarugas das árvores). A Costa Rica realizou um trabalho notável na preservação da natureza, e é sem dúvida mais fácil ser feliz estendendo-se sobre o sol e as árvores do que tremendo de frio no Norte e sofrendo “síndrome de déficit de natureza”.
Depois de arrastar minha filha de 12 anos por favelas de Honduras e vilas da Nicarágua durante essa viagem, ela ficou maravilhada ao ver uma praia costarriquenha e passear por um parque nacional. Entre seus animais favoritos agora estão iguanas e preguiças.
O que diferencia a Costa Rica é sua notável decisão, tomada em 1949, de dissolver suas Forças Armadas e investir em educação. Níveis de escolaridade cada vez mais altos criaram uma sociedade mais estável, menos propensa a conflitos que ocorreram em outras partes da América Central. A educação também impulsionou a economia, permitindo que o país se tornasse um grande exportador de chips para computadores e melhorasse o inglês entre a população, como forma de atrair “eco turistas” americanos.
Eu não sou antimilitarista. Mas é forte a evidência de que a educação costuma ser um investimento muito melhor que a artilharia.
Na Costa Rica, níveis educacionais cada vez melhores também promoveram uma impressionante igualdade entre os sexos, tanto que o país está acima dos Estados Unidos no índice sobre diferença de gêneros do Fórum Econômico Mundial. Isso permite que a Costa Rica use sua população feminina de forma mais produtiva do que na maior parte da região. Da mesma forma, a educação provocou melhorias no sistema de saúde, de modo que a expectativa de vida do país é quase a mesma que a dos Estados Unidos, um pouco mais longa de acordo com alguns dados, um pouco mais curta de acordo com outros.
Esses níveis educacionais também levaram o país a preservar seu exuberante meio ambiente como um bem econômico. A Costa Rica é pioneira na ecologia, introduzindo o imposto do carbono em 1997. O Índice de Performance Ambiental, uma colaboração entre as universidades de Yale e Columbia, coloca a Costa Rica no quinto lugar em todo mundo, o país mais bem colocado fora da Europa.
Essa ênfase no meio ambiente não sabotou a economia da Costa Rica, mas a impulsionou.
A Costa Rica é um dos poucos países que está observando migração vinda dos Estados Unidos. Os americanos estão se mudando para cá para aproveitar uma aposentadoria de baixo custo. Meu palpite é que, em 25 anos, veremos um maior número de comunidades de aposentados que falam inglês ao longo do litoral da Costa Rica.
Países latinos geralmente se saem bem em enquetes sobre felicidade. O México e a Colômbia estão à frente dos Estados Unidos no ranking de contentamento autodeclarado. Talvez uma explicação seja a ênfase cultural em familiares e amigos, no capital social e não no capital financeiro – mas, novamente, os mexicanos às vezes vão aos Estados Unidos, presumivelmente em busca tanto de felicidade quanto de bens.
Comparações entre a felicidade dos países são controversas e incertas. Mas o que parece muito claro é que a decisão da Costa Rica de investir em educação e não em armas pagou altos dividendos. Talvez a lição para os Estados Unidos seja a de que o país deveria dedicar menos recursos para enfrentar exércitos estrangeiros e mais recursos para melhorar escolas tanto em casa quanto no exterior.
Enquanto isso encorajo você a fazer suas próprias pesquisas na Costa Rica, explorando aquelas magníficas praias ou admirando as preguiças preguiçosas. Com certeza isso o fará feliz.
Por Nicholas D. Kristof
crédito
The New York Times
Internet = “Ultimo Segundo”

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

E O LIXO!...

Que faremos com ele?...
O destino do lixo tem sido causa de grandes transtornos para a humanidade. O Brasil é conhecido como o país do desperdício, mas se cada pessoa fizer a sua parte o problema não ficará resolvido, mas será bastante suavizado. Sabemos que é complicado para quem se propõe a fazer seleção do lixo porque, praticamente, não existem locais que possam receber a “COLETA SELETIVA DO LIXO DOMÉSTICO”. As prefeituras dispõem de verbas para “tudo” menos para promoverem o destino da ‘COLETA’. Mas a população pode se mobilizar, mesmo junto aos Vereadores.
Como já tivemos a oportunidade de conhecer através desse projeto de “Conscientização Ambiental”, joga-se no lixo muita coisa que poderia ser aproveitada, principalmente alimentos.
Reciclagem
A reciclagem é feita em usinas e fábricas. O que nós fazemos – ou deveríamos fazer – é selecionar o material ou lixo doméstico, para ser enviado a esses locais.
Esse processo de seleção deve ser bem feito, senão teremos muito trabalho e pouco resultado, pois o problema será apenas transferido para outro ambiente. Se esse material não estiver limpo e bem acondicionado, os ratos, as baratas, as moscas, etc., irão nos agradecer pela boa acolhida que a eles estamos oferecendo.
Vamos tratar aqui de, 'como selecionar o lixo'
Existem vários modelos de vasilhames para coleta seletiva de lixo, que poderá ser usado por Condomínios, Escolas, Bares e Restaurantes etc.
Verde = Vidros e louças / Amarelo = Metais em geral /Vermelho = Plástico, isopor, / Azul = Papel, papelão.







Se for separar material orgânico (restos de alimentos, folhas, etc.)
Use o Laranja ou marron.


NO LAR
A maioria das pessoas separa latas, plásticos, papéis, tudo bonitinho dentro de sacos e coloca-os num canto do quintal; outras, têm o cuidado de juntar em cestas ou baldes, forradas; tudo bem, tudo maravilhoso, mas destampados e expostos à chuva, e ficam muito felizes dizendo: “eu faço reciclagem”.

Bem! Ao invés de ficarmos somente reparando naquele erro, vamos comentar, dizendo: Olhe! Eu escutei falar, em algum lugar, só não me lembro aonde, que a seleção do material para ser reciclado, deve ser da seguinte forma:
1 – Mesmo que todo o material esteja sendo armazenado em um só local ou recipiente, no momento em que for acondicionado, ou seja ensacado, deve ser selecionado (separado): 1) metais; 2) plásticos e isopor; 3) papéis; 4) vidros e louças. Cacos de vidro devem ser envolvidos em papel antes de acondicioná-los. Obs: pilhas para rádio ou qualquer tipo de bateria, e também lâmpadas florescentes, devem estar envolvidas em papel jornal ou outro e recobertos com papel alumínio, antes de serem acondicionados separadamente.
2 – Embalagens tipo “Tetra Pak” = exemplo: de leite, sucos, molhos, creme, condensados, etc. Descolar as dobras abrir em cima; lavar bem e deixar secar ou enxugar.

3 – Bandejas de isopor, com sangue: Dar uns cortes profundos no centro, colocar em pé dentro da água, até tenha soltado todo o sangue; secar bem. Ou colocar um pouco de água com vinagre na bandeia e passar com força uma colher (esfregar mesmo) nos lugares onde houver sangue, até soltar todo. Lavar com sabão ou detergente biodegradável, secar e pronto!

4 – Embalagens plásticas ou outras que contenham sangue ou gordura, devem estar bem lavadas e secas.

5 – Latas abertas com abridor: deixar a tampa presa na própria lata, e depois de lavada, essa tampa deve ser empurrada para dentro da lata.

6 – Lâminas de barbear ou qualquer objeto cortante devem estar bem embalados e, se possível, colocados dentro de alguma caixa, ou outro objeto disponível; seria conveniente que estivesse etiquetado ou apenas com uma observação: “cuidado”. Essas pequenas atitudes fazem parte do “Respeito mútuo”.

Nota: As famílias têm seus próprios hábitos por isso, cada uma delas deve usar o bom senso. Aqui estão, apenas, algumas dicas consideradas “práticas”.

Você vai se acostumar tanto com isso, que não vai saber fazer de outro modo; experimente e depois me conte!
Ame a natureza, e viva feliz.